Hipnose Ericksoniana e Clínica Junguiana (Parte II) – Símbolos e Metáforas

Veja também : Hipnose Ericksoniana e Clínica Junguiana (Parte I) – Uma aproximação

O inconsciente é sempre o mesmo, o que muda é a forma como o abordamos, isto é, a forma como tentamos compreendê-lo. Na primeira metade do século XX, destacou-se na psicologia clínica uma tendência que visava compreender a psique a partir dos fenômenos psicopatológicos e circunscrevia os fenômenos psiquicos nesse contexto – esse foi o viés defendido pela psicanálise de Freud. Jung discordava radicalmente dessa atitude, afirmava

Eu prefiro entender as pessoas a partir de sua saúde e gostaria de libertar os doentes daquela psicologia que Freud coloca em cada página de suas obras. Não consigo ver onde Freud consegue ir além de sua própria psicologia e como poderá aliviar o doente de um sofrimento do qual o próprio médico padece. (JUNG, 1989, p.325)

A escolha por valorizar a saúde e os aspectos saudáveis e positivos da psique era compartilhada por Jung e por Erickson. A valorização dos aspectos saudáveis da psique falam da experiência pessoal que cada um teve. Jung em sua autobiografia relata que após a ruptura com a psicanálise, ele passou por um período de instabilidade interior, em sua biografia ele relata

Sentia-me muitas vezes de tal forma agitado que recorri a exercícios de ioga para me desligar-me das emoções. Mas como meu intuito era fazer a experiência do que se passava em mim, só me entregava a tais exercícios para recobrar a calma, a fim de retomar o trabalho com o inconsciente. Quando readquiria o sentimento de mim mesmo, abandonava o controle e cedia a palavra as imagens interiores. (…)

Na medida em que conseguia traduzir as emoções em imagens, isto é, ao encontrar as imagens que ocultavam nas emoções, eu readquiria a paz interior. Se tivesse permanecido no plano da emoção, possivelmente eu teria sido dilacerado pelos conteúdos do inconsciente Ou,talvez, se os tivesse reprimido, seria fatalmente vítima de uma neurose e os conteúdos do inconsciente destruir-me iam do mesmo modo. Minha experiência ensinou-me o quanto é salutar, do ponto de vista terapêutico, tornar conscientes as imagens que residem por detrás das emoções. (JUNG, 1975, p.157-8)

Essa experiência de Jung possibilitou que ele compreendesse que a psique era um sistema autorregulador que sempre impelia o individuo ao desenvolvimento e a vida. Milton Erickson, por outro lado, teve em sua vida um desafio enorme, aos 17 anos teve uma crise de poliomielite que ficou com o corpo todo paralisado,

Ele não foi batido e decidiu voltar a lutar. Um dia, estava sentado perto da janela, olhando ansiosamente para fora. Como estava ali sentado, imaginando estar fora, percebeu que a cadeira começou a balançar um pouco.

Empolgado, ele tentou fazer isso acontecer de novo, desejando se mover, mas não podia, não importa o quão duro tentasse. Eventualmente, ele desistiu e afundou-se em seus devaneios, imaginando-se novamente jogando fora. Mais uma vez, a cadeira começou a balançar.

Ele percebeu que era sua imaginação vívida que estava produzindo uma resposta em seu corpo. Inspirado por essa descoberta, ele aprendeu sozinho a andar, observando sua irmãzinha. Ele começou a chamar isto de “memórias do corpo”.

Ao concentrar-se nestas memórias e usando visualização, Erickson começou a recuperar o controle de partes de seu corpo. Eventualmente, embora ainda incapaz de andar, ele decidiu treinar seu corpo ainda mais ao embarcar em uma longa viagem. Depois dela, ele já era capaz de andar com uma bengala. (ACT Institute, 2015)

Erickson em meio ao seu drama descobriu que a psique era capaz de verdadeiros milagres, como a recuperação de seus movimentos. Tanto a experiência de Jung que se recuperou de um período de profunda instabilidade psíquica (que o levou a beira do suicídio) quanto a Erickson que recobrou os movimentos falam de um mergulho restaurador no inconsciente. Para compreender essas experiências que transformam o individuo tanto física quanto psiquicamente vamos lançar mão do conceito junguiano de símbolo.

Símbolo

O conceito de símbolo atravessa toda a psicologia junguiana. O Simbolo, cuja raíz etimológica encontra-se no termo grego, symbolon, que significa “unir, fazer coincidir”, é uma estrutura psíquica formada por elementos conscientes e inconscientes. Por isso, dizemos que o símbolo é como uma ponte onde uma extremidade repousa na consciência e outra repousa no inconsciente, desta forma, o símbolo “[…] aglutina a energia psíquica e redistribui de maneira a transformar os processos inconscientes em conscientes e vice-versa […]” (BYINGTON, 1983, p. 10), possibilitando uma mudança na atitude da consciente. Um aspecto fundamental no símbolo é sua função integradora, pois, o símbolo integra o indivíduo em sua totalidade bio-psico-social. Para exemplicar essa abrangência do símbolo, podemos lembrar os estudo de Jung acerca da associação de palavras.

No inicio do século XX, Jung iniciou pesquisas com associação de palavras, com o objetivo de compreender as regras que envolviam as associações, para tanto foram escolhidas 400 palavras(isso na versão final do experimento), onde eram essas palavras eram ditas pelo experimentador ao sujeito, que deveria dizer a primeira palavra que lhe ocorresse, o experimentador anotaria o tempo de reação(ou tempo de resposta), posteriormente, seria repetido o experimento para verificar as palavras escolhidas. Nesse procedimento o que chamou atenção foram as perturbações ocorridas no experimento, isto é, as alterações no tempo de reação de determinadas palavras. Estudando essas perturbações Jung chegou ao conceito de complexos de tonalidade afetiva ou complexos ideoafetivos, que seriam estruturas inconscientes em torno da qual se organiza nossa história pessoal – quando em funcionamento inadequado (inflado) o complexo, que possui certa autonomia, poderia invadir a consciência interferindo na consciência.

A partir desses experimentos Jung ampliou a pesquisa utilizando pneumógrafo que permitia medir a quantidade de gás carbônico expirado, e galvanômetro que permitia medir a variação de potencial de corrente elétrica na superfície da pele. Constatando que frente a palavra estimulo ocorria uma alteração tanto psíquica quanto física. Ou seja, a palavra como símbolo socialmente constituído mobilizaria tanto a consciência (isto é, os recursos de defesa do ego), quando o complexo (que seria ativado ou eliciado pelo estimulo) e faria alterações fisiológicas (perceptíveis tanto na respiração quanto na tensão elétrica na superfície da pele).

Posteriomente, Jung compreendeu que os complexos, que agregavam a si a história pessoal dos indivíduos, se organizam de entorno de núcleos temáticos impessoais e que tinham sua origem nas experiências comuns a toda humanidade – como enfrentamento, nutrição, proteção, cooperação, etc.. – que ao longo da evolução humana se tornaram a base para a organização psíquica. Por isso mesmo, independente da cultura ou etnia todos os seres humanos possuiriam o mesmo padrão de organização psíquica, esse padrão seria como uma forma sem conteúdo, ou seja, seria o padrão/forma seria a possibilidade de organização ou conteúdo seria dado pela experiência do indivíduo na cultura. Jung denominou esses padrões basais de organização psíquica de arquétipos.

Jung observou ao analisar sonhos e delírios de pacientes, que muitas dessas formações do inconsciente, não tinham uma relação direta com a história pessoal do paciente, mas, com conteúdos coletivos análogos as imagens da mitologia e contos de fadas. Deste modo, Jung compreendeu que a partir da experiência coletiva (mitos, contos de fadas) poderíamos compreender a situação ou dinamismo psíquico que estaria “ativo” naquele momento num indivíduo. E, mais importante, através desses conteúdos impessoais, análogos ao arquétipo poderíamos possibilitar que o indivíduo se confrontasse e integrasse ao complexo, isto é, da experiência pessoal de forma saudável.

Compreender a dinâmica arquetípica é fundamental para entendermos os símbolos. Pois, “[…] símbolo nunca é inteiramente ‘abstrato’, mas sempre, ao mesmo tempo, também ‘encarnado’. O símbolo é a encarnação do arquétipo, ou seja, o inconsciente, atualizando-se como imagens e formas.” (DAMIÃO, 2005, p.9 – grifos do autor). Uma vez que os arquétipos são padrões basais e fundamentais da psique, toda produção psíquica é simbólica. Alguns símbolos, como os símbolos linguísticos, já foram elaborados conscientemente por isso acabam sendo mais associados aos processos da consciência, contudo, como dissemos com teste de associação de palavras, Jung demonstrou que simples palavras são capazes de mudanças psíquicas e corporais.

O que dizer então das narrativas? Sim, as narrativas como os mitos foram utilizadas ao longo da história humana como instrumento de cura, Levi-Strauss relata um exemplo disso, na realização de um parto, no texto “A eficácia simbólica”. Jung compreendeu que ao utilizarmos as narrativas míticas a realidade do indivíduo é ampliada, de modo, que o indivíduo se identifica com o aspecto coletivo, de tal forma, que o corpo/psique é integrado na dinâmica do mito.

A habilidade de empregar um ponto de vista geral é de grande valor terapêutico. A terapia moderna não está muito desperta para isso, mas na medicina antiga era largamente conhecido que, transportando-se uma doença pessoal a um nível mais alto e impessoal, atingia-se um efeito curativo. No Antigo Egito, por exemplo, quando um homem era mordido por cobra, o médico-sacerdote era chamado, e tirava da biblioteca o manuscrito sobre o mito de Rá e de Isis, sua mãe, e o recitava. Ísis fizera um verme venenoso e o escondera na areia; o deus Rá pisou na serpente, sendo por ela mordido e então sofreu uma dor terrível, chegando próximo da morte. Mas os deuses fizeram Ísis produzir um encanto para retirar o veneno do corpo do filho. A intenção era que o paciente ficasse de tal modo impressionado por essa narrativa, que lhe sobrevivesse a cura. Para nós isso parece impossível. Não podemos imaginar que uma história dos Contos de Grimm, por exemplo, possa curar febre tifóide ou pneumonia. Mas apenas levamos em consideração nossa moderna psicologia racional. Para entender o efeito, devemos levar em consideração a psicologia do Antigo Egito, que era totalmente diferente. E, apesar de tudo, aquelas pessoas não eram assim tão diferentes. Mesmo conosco, certas coisas podem causar milagres. Às vezes, só o consolo espiritual ou a influência psíquica podem curar, ou pelo menos ajudar no combate de uma doença. Logicamente isso acontece muito mais entre pessoas de um nível mais primitivo ou dotadas de psicologia mais arcaica.

No Oriente, grande parte da terapia prática se constrói sobre o princípio de elevar o caso pessoal a uma situação geral válida. A medicina grega também trabalhava com o mesmo método. É evidente que a imagem coletiva ou sua aplicação deve estar de acordo com a condição particular do paciente. O mito ou a lenda emerge do material arquetípico que está constelado pela doença, e o efeito psicológico consiste em conectar o paciente com o sentido geral de sua situação. A mordida de cobra, por exemplo, é uma situação arquetípica e, por isso mesmo, encontra-se como motivo em muitas lendas. Se a situação subjacente à doença for expressa de maneira adequada, o paciente estará curado. Caso não se encontre essa expressão ideal, ele é novamente arremessado ao seu próprio mal, à isolação de estar doente; ficará só, sem nenhuma ligação com o mundo. Mas se o doente percebe que o problema não é apenas seu, mas sim um mal geral, até mesmo o sofrimento de um Deus, aí então reencontrará seu lugar entre os homens e a companhia dos deuses, e só de saber isso, o alívio já surge. A moderna terapia espiritual usa o mesmo princípio: a dor ou doença é comparada com o sofrimento de Cristo na cruz, e essa idéia dá consolação. O indivíduo é elevado acima de sua miserável solidão e colocado como quem suporta um destino heróico e significativo que, finalmente, reverte em bem para o mundo, como o martírio e a morte de um Deus. Quando se mostrava a um antigo egípcio que ele estava passando pelas mesmas provações que Rá, o deus-sol, era imediatamente, equiparado ao faraó, que era o filho e o representante dos deuses; e assim o homem comum também participava da divindade. Isto provocava tal libertação de energia que se torna perfeitamente compreensível por que a dor diminuía. Em determinados estados de espírito as pessoas podem suportar muitas coisas. Os primitivos caminham sobre brasas e se infligem os maiores castigos, sob certas circunstâncias, sem sentirem dor. E é bem provável que um símbolo adequado e impressionante possa mobilizar as forças do inconsciente a tal ponto que até o sistema nervoso seja afetado, levando o corpo a reagir de maneira normal novamente. (JUNG, 2000, p.114-5)

Os mitos, contos de fadas são formadas por uma cadeia de símbolos que, através de suas imagens, nos mobilizam profundamente. Uma outra forma de compreender esse processo é pensar que todas as narrativas simbólicas que nos tocam são metáforas de nossos processos profundos que ocorrem em nosso psiquismo.

Metáforas

A metáfora é uma figura de linguagem, um recurso utilizado quando queremos fazer uma comparação, mas, sem estabelecer um elemento de conexão entre os dois elementos. Por exemplo, quando dizemos

José é um gato

Ou

João é um touro

Em nossa afirmação trazemos uma relação entre os dois elementos que não é aparente. Não me refiro que José ou João sejam animais, mas, que eles possuem características que são comuns a ambos. Naturalmente, e sem focalizar nossa atenção, nós identificamos a interseção entre os dois elementos, pois, desde criança, somos treinados reconhecer as metáforas, seja através da contos de fadas, provérbios e ditos populares.

No livro “Manual de Hipnoterapia Ericksoniana” Sofia Bauer nos dá uma definição excelente do sentido das metáforas na hipnose ericksoniana, segundo ela

Metaforizar é o meio de ser indireto, de falar a língua do cliente. É atingir o cliente nos dois níveis de consciência, contando histórias, piadas, casos. As metáforas são como pontes no tratamento que viabilizam uma ressignificação e uma saída para os problemas; o paciente vai embora e leva algo (um recado) feito sob medida pra ele (BAUER, 2000, p. 51)

Para explicar um pouco mais a dimensão da metáfora podemos utilizar duas vias dois meios. Eu poderia explicar de uma forma racional e objetiva dizendo podemos entender a metáfora como um recurso de linguagem que opera através de imagens, criando uma relação implícita entre a narrativa do terapeuta e a situação do paciente. Por ser implícita e indireta, a imagem não aciona as defesas do paciente, possibilitando que no tempo certo, o conteúdo da metáfora possa ser, naturalmente, elaborado e atingir o objetivo esperado para o paciente.

Por outro lado, poderia explicar os mesmos aspectos de forma indireta, isto é, de forma metafórica, dizendo que a metáfora é um cavalo de Tróia, eu não sei se você leitor, vai se lembrar da história, que nos foi contada por Homero, o maior poeta grego. Homero nos conta, que há muito tempo, na Grécia, a rainha Helena foi raptada pelo príncipe troiano Paris, isso fez com os gregos reunissem o maior exército de todos os tempos e partissem para Tróia para regatar Helena , dando início a longa guerra de Tróia, que durou pouco mais de 10 anos. Apesar dos gregos terem o melhor exército, os maiores heróis, Aquiles, Ajax, Diomédes, Ulisses entre outros, mas, os troianos possuíam uma cidade com muros poderosos, gigantescos, vigiados dia e noite, e, mesmo ao longo de 10 anos, eles conseguiram impedir que os gregos tivessem sucesso. Até que, um dia, já cansado de muitas balatas, Ulisses, conhecido como o mais esperto e astucioso dos heróis gregos, teve uma ideia, de disse aos comandantes dos exércitos gregos “vamos pegar a madeira dos barcos, fazer um grande cavalo de madeira oco, dentro dele, colocaremos nossos maiores heróis, assim, poderemos atravessar as poderosas muralhas de Tróia”. Assim foi feito, após construído esse belo cavalo de madeira, os heróis, se esconderam dentro dele e o exército fingiu que foi embora. Quando os troianos viram aquele belo cavalo de madeira, acharam que era um presente, e, assim o receberam, levaram para dentro de suas poderosas muralhas, quando menos perceberam, silenciosamente, no meio da noite, os heróis gregos, abriram os portões, e, de dentro para fora conseguiram sua vitória, acabando assim, com o sofrimento daquele longo conflito.

Como podemos ver, passamos a mesma mensagem por vias distintas. Mas, o que o torna de fato uma metáfora eficaz? Para ser eficaz a metáfora precisa estar relacionada com a realidade do cliente, em outras palavras, para a metáfora ser eficaz o terapeuta/analista deve conhecer minimamente o paciente, para poder fazer uma metáfora dialogue com o paciente. Milton Erickson frisava a importância utilizar tudo o que o paciente traz, seja os aspectos físicos, profissão, gostos, interesses, enfim, utilizando tudo que o cliente traz, para não gerar estranheza ao cliente. Observando o que o cliente traz, aumenta a chance do uso de uma metáfora eficaz.

A metáfora pode ser criada (a partir do que o paciente trouxe) ou mesmo pode-se utilizar de uma metáfora “pronta”. Existem muitos livros que oferecem histórias que podem ser utilizadas como metáforas, acredito que esses livros são úteis, mas, acho fundamental percebermos que as metáforas fluem naturalmente na medida que somos curiosos na vida. Seja buscando entender o que se passam nas novelas, nos filmes, nos livros (a literatura é uma fonte inesgotável de imagens), contos de fadas, histórias religiosas, mitos, tecnologia, informática. Enfim, tomar como dever de casa, buscar se atualizar do que os clientes trouxeram nas primeiras sessões.

Acredito que devemos considerar na prática junguiana as metáforas são utilizadas regularmente, pois, toda amplificação de um símbolo (seja no sonho, sintoma) e toda interpretação são metáforas, que possibilitam que a consciência se aproxime dos processos inconscientes. Jung já chamava atenção para a importância da linguagem simbólica/metafórica, pois, observando as reações dos pacientes frente as formas de interpretação “os meus pacientes têm razão preferem as imagens e as interpretações simbólicas, como o que há de mais adequado e eficaz. ” (Jung, 1999, p. 43-4)

O uso da linguagem hipnótica ou mesmo do transe amplifica as possibilidades de transformações (tanto psíquicas quanto físicas) muitas vezes já obtidos no contexto da analise junguiana, visto que possuem princípios similares. Por isso, venho advogando pelo dialogo e consideração atenta dos recursos oferecidos pela hipnose ericksoniana a psicologia junguiana.

Referências bibliográficas

BAUER, S. Manual de Hipnoterapia Ericksoniana, Rio de Janeiro: Wak Editora, 2010.

BYINGTON, C.A.B. O desenvolvimento Simbólico da Personalidade. In: JUNGUIANA – Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, 1983.

DAMIÃO M. Jr. Experiência do Símbolo no Pensamento de C.G.Jung, Rio de Janeiro: Editora Aion, 2005.

JUNG, Carl Gustav, Memórias Sonhos e Reflexões, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975.

JUNG, C.G. Freud e a Psicanálise. Petrópolis: Vozes, 1989

JUNG, C.G. Vida Simbólica vol I. Petrópolis: Vozes, 2000.

JUNG. C. G, A Prática da Psicoterapia, Petrópolis: Vozes, 1999.

Milton H. Erickson, pai da Hipnose Ericksoniana: Disponível em: http://actinstitute.org/pos-graduacao/milton_h_erickson/ Acesso em 08 de jun. de 2015.

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Fabricio Fonseca Moraes (CRP 16/1257)

Psicólogo Clínico de Orientação Junguiana, Especialista em Teoria e Prática Junguiana(UVA/RJ), Especialista em Psicologia Clínica e da Família (Saberes, ES). Membro da International Association for Jungian Studies(IAJS). Formação em Hipnose Ericksoniana(Em curso). Coordenador do “Grupo Aion – Estudos Junguianos”  Atua em consultório particular em Vitória desde 2003.

Contato: 27 – 99316-6985. /e-mail: fabriciomoraes@yahoo.com.br/ Twitter:@FabricioMoraes

www.psicologiaanalitica.com

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Hipnose Ericksoniana e Clínica Junguiana (Parte I) – Uma aproximação

Este texto nasceu a partir de três momentos de minha experiência junguiana com a hipnose. O primeiro ponto esta relacionado com a minha formação em hipnose ericksoniana, pois, ao longo de toda formação eu via nitidamente (e verbalizava isso com alguns colegas) proximidades entre o pensamento junguiano e os pressupostos ericksonianos. O Segundo foi um contínuo incomodo ao perceber que no processo de aprendizagem da hipnose, que a hipnose oferecia uma excelente técnica e uma teoria da técnica, mas, não uma concepção psicodinâmica clara que fundamentasse a técnica. O terceiro ponto, e mais importante, foram as discussões surgidas no Grupo Aion acerca da hipnose e de uma possível compreensão a partir da dinâmica psíquica proposta por Jung.

Neste texto não tenho a pretensão de exaurir o tema, muito pelo contrário, meu objetivo é apenas iniciar um diálogo, buscando diminuir o preconceito e convidar aos junguianos a conhecerem um pouco mais possibilidade terapêutica.

Jung e a Hipnose

No final do século XIX e início do século XX, a hipnose se caracterizava como um recurso médico importante e especialmente para as escolas médicas francesas – um expoente do uso médico da hipnose foi o médico Jean Martin Charcot que foi professor de Freud e utilizou da hipnose no tratamento da histeria. Nesse período o uso da hipnose clinico da hipnose dava seus primeiros passos, por isso, a hipnose daquele tempo que hoje chamamos de “hipnose clássica” era caracterizada por uma indução relativamente rígida associada a sugestão autoritária. Nesse contexto, as resistências eram reforçadas (pelo autoritarismo) e muitas pessoas não entravam no estado hipnótico pela forma como este era induzido – essas dificuldades associadas com recidivas fizeram Freud abandonar o uso da hipnose, ao passo que desenvolvia a psicanálise – por acreditar que a hipnose não seria eficaz. Essa versão da relação de Freud e a hipnose é bem conhecida – inclusive serviu e ainda serve de preconceito quando se fala de hipnose. Muitos encerram o assunto por aí. Como não é de se estranhar, Jung tinha uma opinião bem diversa da de Freud. Um fato que que geralmente não é comentado é que Jung, ao longo da primeira década do séc.XX, utilizou da hipnose – não só utilizou como também era bom hipnólogo, inclusive ministrou cursos sobre hipnose durante seu período como professor na universidade da Basiléia.

A relação de Jung com a hipnose é geralmente ignorada. Numa carta de 1913 ao dr.Loÿ Jung afirma que,

não abandonei a hipnose por não querer nada com as forças básicas da psique humana, mas porque desejava exatamente lutar aberta e diretamente com elas. Sabendo quais forças atuavam na hipnose, eu a abandonei simplesmente para eliminar todas as vantagens indiretas desse método.(JUNG, 1989,p 256)

Esse trecho é muito importante, pois, Jung reconhecia o mérito da hipnose, mas, como pesquisador não podia aceitar as “vantagens indiretas” da hipnose pois, prejudicava sua compreensão ou estudo dos fenômenos do inconsciente.

Em suas memórias, Jung citou um caso que nos permite pensar de forma mais clara e objetiva relação de Jung com a hipnose. Ele relata a história de uma paciente de cerca de 58 anos, que andava com ajuda de muletas, e que foi para ser hipnotizada por ele. Após, um período de dialogo inicial, ele relata que a paciente entrou em transe sem que ele havia feito qualquer técnica,

Entretanto a situação se tornava embaraçosa. Mais de vinte estudantes assistam a essa demonstração de hipnose.

Quando, ao fim de meia hora, quis despertar a doente, não o consegui. A situação era alarmante e imaginei que talvez tivesse aflorado naquela mulher uma psicose latente. Passaram-se dez minutos e não conseguia acorda-la. Não queria que os estudantes percebessem minha ansiedade. Afinal ela voltou a si atordoada e confusa. Procurei tranquiliza-la: ‘Sou médico, e tudo está bem.’ Então ela gritou ‘Estou curada! ’ Jogando longe de si as muletas pôs-se andar. Senti que ruborizava e disse aos estudantes: ‘Vocês podem ver o que é possível obter pela hipnose. ’ Não tinha, porém, a menor idéia do que se passara.

Essa foi uma das experiências que me incitaram a renunciar a hipnose. Não podia compreender o que realmente ocorrera, mas a mulher se curara verdadeiramente e saiu muito feliz da clínica[1]. Pedi que me desse notícias, pois previa uma recaída ao fim de umas vinte quatro horas. Entretanto, as dores não voltaram e tive que aceitar, apesar de meu cepticismo, o fato de que estava curada.

No primeiro curso de semestre de verão do ano seguinte, ela reapareceu. Queixou-se dessa vez de violentas dores nas costas, que haviam começado pouco antes. Não exclui a hipótese de que se relacionassem com o recomeço do meu curso. Talvez tivesse lido no jornal a notícia de minhas experiências. Perguntei-lhe quando a dor começara e qual fora a causa. Ela não se lembrava do fato e de nada que o explicasse. Finalmente, consegui descobrir que as dores haviam efetivamente começado no dia e na hora em que vira no jornal a notícia de meus cursos. Isso confirmava minha suposição, mas, mas continuava sem compreender o que provocara a cura milagrosa. Hipnotizei-a de novo, ou melhor, ela caiu, como antes, espontaneamente em transe e voltou a si livre das dores.

Depois da consulta, a retive para obter alguns detalhes sobre sua vida. Soube então que tinha um filho débil mental, que estava sob os cuidados do meu departamento. Eu de nada sabia, pois ela usava o nome do segundo marido, e o filho nascera de seu primeiro casamento. Era seu único filho. Naturalmente, ela esperara que fosse talentoso e bem sucedido, e se decepcionara profundamente quando, ainda na infância ele tornou-se presa de uma doença psíquica. Naquele momento eu era um jovem médico e representava tudo que ela desejara pra ele. Dessa forma todos os ambiciosos desejos de mãe heroica que ela acalentava, recaíram sobre mim. Adotou-me então como filho, e anunciou urbi et orbi, sua cura maravilhosa.

Efetivamente, devo agradecer a ela minha fama local de mágico e, como a história logo espalhou-se por toda parte, devo-lhe os primeiros clientes de minha clínica particular. Minha prática terapêutica começou porque uma mãe me pusera em lugar de seu filho, doente mental! Naturalmente expliquei todas essas relações; ela aceitou tudo com compreensão e nunca mais recaiu.

(…)

Quando comecei a trabalhar em minha clínica particular, utilizei a hipnose, mas logo a abandonei por sentir que com ela se tateia na obscuridade. É impossível saber quanto tempo dura um progresso ou uma cura, e eu sempre sentia resistência em agir sem certeza.[2] Não me agradava também decidir acerca do que o paciente deveria fazer[3]. Era bem mais importante descobrir a partir dele em que direção se desenvolveria naturalmente. Utilizei para isso uma minunciosa análise de outras manifestações do inconsciente.(JUNG, 1975, 111-2) (Grifos meus)

Essa citação extensa foi necessária para identificarmos os pontos que levaram a Jung abandonar a hipnose clássica: 1- Não saber como ocorria o processo de cura. 2 – Não se sentir confortável ou ter resistências apenas com o uso da técnica. 3 – Não concordar com a postura autoritária da técnica.

Devemos notar outro aspecto importante, Jung não rejeita a eficácia da hipnose – tanto que podemos ver que na segunda vez, ele continuou utilizando a hipnose, mas, em sua conversa analítica com a mulher ele utiliza da hipnose para tirar a dor das costas. O diálogo e a conscientização feita acerca a história do filho, poderia ser compreendida em termos de sugestão pós-hipnótica.

O abandono da hipnose não representou uma negação, mas, uma opção, uma escolha necessária naquele momento. Posteriormente, os próprios estudos de Jung acerca da dinâmica psíquica e da psique arquetípica oferecem elementos compreender a hipnose e seus processos. Por outro lado, o desenvolvimento da hipnose clínica suprimiu as dificuldades que Jung encontrou em seus dias como hipnólogo. James Hall, que foi proeminente analista junguiano americano, compreendia que,

A hipnose continua a ser um valioso e impressionante instrumento no arsenal do clínico. A futura integração entre as técnicas hipnóticas e a teoria junguiana facilitará ainda mais as aplicações da hipnoterapia no contexto da análise junguiana clássica e da interpretação dos sonhos.

Embora só utilize a hipnoterapia, atualmente, numa pequena porcentagem de casos, não considero seu uso cuidadoso como incompatível com a análise dos sonhos e outras técnicas junguianas tradicionais. Ouso imaginar que o próprio Jung concordaria, se estivesse vivo e consciente dos desenvolvimentos da compreensão da hipnose que ocorreram desde seus primeiros anos de trabalho com Freud. (HALL, 1992, p.156)

Acredito, assim como Hall, que a Hipnose oferece um importante instrumento para o analista junguiano, cujo potencial deveria ser melhor considerado nos meios junguianos.

Pensando a Hipnose

Hipnose ou hipnotismo foi um termo criado no século XIX, pelo médico James Braid(1795-1860) para se referir a um estado de sono artificialmente induzido (hipnos – como referência ao deus grego do sono). Apesar do termo ter sido cunhado no século XIX, o fenômeno hipnótico já era conhecido por muitas culturas antigas já conheciam e tiravam proveito seja para cura, para guerra dentre outros, desse estado psíquico.

Sofia Bauer apresenta uma interessante definição de hipnose, segundo ela

Hipnose é um estado alternativo de consciência ampliada, onde o sujeito permanece acordado todo o tempo, experimentando sensações, sentimentos, talvez tendo imagens, regressões, anestesia, analgesias e outros fenômenos hipnóticos enquanto está nesse estado.

Você permanece mais interno, mais focado, mais acordado. Durante o transe, você vai se desligando das percepções externas e tem uma grande atividade interna, sem perder seu estado de alerta. (BAUER, 2010 p. 17)

Para o leitor o mais exigente a “definição” pode parecer pouco precisa. Isso porque a hipnose é um fenômeno psíquico natural que apenas podemos descrevê-lo de forma mais ou menos precisa, pois, uma definição estrita poderia não contemplar o fenômeno. Hipnose e transe são termos quase que indissociáveis – sendo a hipnose se refere o contexto mais amplo que envolve a relação terapeuta e cliente, a comunicação, a técnica e o transe se refere a experiência individual, particular, que o indivíduo vivência consigo mesmo no estado hipnótico.

Deve-se notar que o estado hipnótico já foi descrito como um “estado alterado de consciência”, mas, por como esse termo poderia passar uma ideia pejorativa, patológica, por isso, Sofia Bauer sabiamente optou por um “estado alternativo de consciência” que soa mais coerente. Sob um ponto de vista junguiano, eu questionaria apenas a ênfase na consciência. Digo isso, pois, não é uma alteração ou estado alternativo apenas da consciência mas, do indivíduo como um todo – há uma mudança na totalidade do indivíduo.

Um dos importantes pesquisadores dos fenômenos hipnóticos foi Pierre Janet (que por sua fez, foi professor de Jung), que desenvolveu conceito de abaissement du niveau mental(abaixamento do nível mental) na tentativa de compreender os fenômenos hipnóticos, apesar deste conceito não corresponder de fato ao processo hipnótico, mas, apenas ao que era observado externamente, foi amplamente utilizado por Jung

para descrever uma condição fronteiriça em que a consciência de determinados conteúdos inconscientes era iminente. Reconhecia-a como um importante estado de condição prévia para a ocorrência de fenômenos psíquicos espontâneos. Daí, muito embora seja normalmente um estado que ocorre involuntariamente (…), também pode ser conscientemente propiciado como fator preparatório para a IMAGINAÇÃO ATIVA. (SAMUELS,et al. 1988, p.17)

Este estado fronteiriço, permeável entre a consciência e o inconsciente, é fundamental para qualquer processo psicoterapêutico, pois, corresponde ao princípio natural de autorregulação psíquica. Podemos perceber este estado de permeabilidade da consciência nos fenômenos de transferência /contratransferência, de projeção na matéria (no caso do uso de técnicas expressivas), na mudança da atitude da consciência no caso da imaginação ativa e da hipnose.

Por isso, o “estado hipnótico” não deve ser compreendido como um estado “apenas produzido” pela hipnose, ou restrito a relação hipnótica, muito pelo contrário ele é natural e entramos nesse estado alternativo, fronteiriço ou intermediário em diversas as situações de nossa vida – quando estamos no cinema, quando dirigimos ou andamos “distraidamente” (absortos em nós mesmos), quando lemos, quando rezamos ou meditamos ou mesmo em nossos relacionamentos ou mesmo nos sintomas neuróticos– possibilitando um diálogo entre a consciência e o inconsciente.

Uma forma de comunicação

Como dissemos anteriormente, o transe hipnótico, isto é, a experiência pessoal vivenciada pelo individuo, é uma experiência natural, resultado da tendência natural de aproximação entre a consciência e o inconsciente, que se caracteriza com a interiorização do foco da atenção.

O caminho a ser percorrido até se chegar a experiência do transe e a sua manutenção é chamado de indução. Poderíamos dizer que a indução é o processo no qual o hipnoterapeuta reduz as defesas do ego do paciente – internas e externas – possibilitando que se estabeleça um temenos interior, um espaço de protegido na relação do indivíduo consigo mesmo, possibilitando que ocorram as mudanças necessárias. Geralmente, a indução “formal” é compreendida em três etapas: absorção, ratificação e eliciação. A absorção corresponderia a primeira etapa do processo, onde o hipnoterapeuta auxiliaria ao cliente no seu processo de interiorização, por meio de uma linguagem adequada, facilitando que o indivíduo possa se permitir entrar no estado hipnótico; a ratificação seria um momento onde o hipnoterapeuta descreveria ao cliente as mudanças que são perceptíveis nesse estado, de tal forma, que conscientemente o cliente se permita ficar um pouco mais nesse estado e aprofundar; na eliciação é onde por meio de metáforas ou técnicas busca-se atingir propriamente as mudanças esperadas.

Vale a pena lembrar que Milton Erickson não compreendia a indução como um ritual, mas, antes como uma forma de comunicação especial e atenta as peculiaridades do cliente. Para tanto, desenvolveu e aperfeiçoou vários elementos de uma comunicação eficaz como p.ex. tom de voz, truísmos, pressuposições, injunções simbólicas, dissociação, as categorias intrapsíquicas e dentre outras. Inclusive em suas últimas décadas Erickson praticamente não utilizou induções formais, mas, utilizava um diálogo hipnótico.

A comunicação é fundamental seja na indução de um transe, na imaginação ativa, ao interpretar um sonho ou mesmo para acolher o paciente de forma adequada sem elevar resistências. Devemos notar que um dos aspectos da teoria dos tipos psicológicos passa pela comunicação, isto é, compreendendo a tipologia de um indivíduo poderemos não só compreender como o indivíduo se posiciona em relação a sua realidade, mas, como podemos dialogar com o cliente de forma mais adequada. Acredito que tanto a indução formal quando hipnose como uma forma de comunicação igualmente rica que oferece a possibilidade contribuir com o processo terapêutico de nossos analisandos ou clientes.

Hipnose na Análise

A Hipnose é uma ferramenta poderosa, cuja eficácia bem conhecida na literatura. Em algumas situações a hipnose é capaz de rapidamente atingir o resultado esperado pelo paciente, seja na mudança de alguns comportamentos, seja na resolução de fobias e transtorno de ansiedade dentre outros – com resultados permanentes. A hipnose catalisa os processos inconscientes, propiciando uma elaboração simbólica que, por outro meio, poderia demorar muito mais. Quando a necessidade do indivíduo requer uma resposta a curto prazo (como p.ex, um vestibulando, uma pessoa com transtorno de pânico, ou numa situação que prejudique seu trabalho) o uso da hipnose pode ser não só bem-vindo, mas, desejável. Jung dizia que “todo procedimento é bom quando ele ajuda. Por isso aceito qualquer procedimento de sugestão(…) “A truth is truth, when it Works (uma verdade é uma verdade quando funciona”). (JUNG 1989, p. 248)

Acredito que a hipnose propicie uma relação do indivíduo com o inconsciente que, no processo analítico, pode favorecer ao processo – seja por criar uma segurança para que o ego se relacione com os conteúdos inconscientes, ou por favorecer o surgimento de imagens/símbolos a partir do transe. Penso, quando o cliente relata espontaneamente essas imagens é importante integra-las, tal qual a uma imagem de um sonho.

O uso da hipnose não é diferente do feito com técnicas expressivas (arteterapia, sandplay dentre outras técnicas). O fato mais importante é compreendermos junto com o paciente o que seria eficaz para ele. No Brasil, temos uma tendência em associar(em alguns meios “quase” identificar) a prática junguiana com as técnicas expressivas, mesmo a imaginação ativa (que discutiremos em outro texto) ocupa um espaço menor entre os junguianos.

Acredito que aproximação e diálogo entre a abordagem junguiana e a hipnoterapia seria grande proveito. Este é o primeiro texto que penso em produzir com o intuito de facilitar este dialogo e reduzir o preconceito (que ainda vejo e penso ser grande entre os psicólogos em relação a hipnose).

Em breve, penso em escrever sobre símbolos e metáforas e outros temas que contribuam com o dialogo “Jung-Erickson”

 

Referências Bibliográficas

BAUER, S. Manual de Hipnoterapia Ericksoniana, Rio de Janeiro: Wak Editora, 2010.

JUNG, Carl Gustav, Memórias Sonhos e Reflexões, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975.

JUNG, C.G. Freud e a Psicanálise. Petrópolis: Vozes, 1989.

HALL, J – A experiência junguiana: análise e individuação. São Paulo, Cultrix, 1986.

SAMUELS, Andrew; SHORTER, Bani; PLAUT, Fred. Dicionário Crítico de Análise Junguiana. RJ: Imago, 1988.

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Fabricio Fonseca Moraes (CRP 16/1257)

Psicólogo Clínico de Orientação Junguiana, Especialista em Teoria e Prática Junguiana(UVA/RJ), Especialista em Psicologia Clínica e da Família (Saberes, ES). Membro da International Association for Jungian Studies(IAJS). Formação em Hipnose Ericksoniana(Em curso). Coordenador do “Grupo Aion – Estudos Junguianos”  Atua em consultório particular em Vitória desde 2003.

Contato: 27 – 99316-6985. /e-mail:fabriciomoraes@psicologiaanalitica.com.br/Twitter:@FabricioMoraes

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